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Mercado de casa inteligente no Brasil pode chegar a US$ 7,1 bi

Projeção da IMARC parte de US$ 3 bilhões em 2025 e estima crescimento anual de 10,17%; segurança, eletrodomésticos e energia puxam a tese.

Gráfico da IMARC projetando o mercado brasileiro de casa inteligente de 2025 a 2034
Resumo rápido
  • A IMARC estima que o mercado brasileiro de casa inteligente movimentou US$ 3 bilhões em 2025.
  • A consultoria projeta US$ 7,1 bilhões em 2034, com crescimento anual composto de 10,17%.
  • Segurança, eletrodomésticos, climatização, iluminação e entretenimento entram no cálculo.
  • A estimativa depende de conectividade, renda, energia, construção e adoção de dispositivos interoperáveis.
Atualizado em 11/07/2026

Até 2034, o mercado brasileiro de casa inteligente pode alcançar US$ 7,1 bilhões, segundo nova projeção da IMARC. A consultoria usa 2025 como ano-base, com tamanho estimado de US$ 3 bilhões, e calcula crescimento anual composto de 10,17% entre 2026 e 2034.

O número coloca uma medida sobre uma percepção já visível no varejo e na construção: câmeras, fechaduras, robôs aspiradores, eletrodomésticos conectados e sistemas de energia deixaram de ocupar apenas a prateleira de entusiastas. Ainda assim, a previsão precisa ser lida como cenário de consultoria, não como faturamento auditado de todo o setor.

O que entra na conta de US$ 7,1 bilhões#

O estudo divide o mercado por tipo de dispositivo, aplicação, protocolo e região. Entram segurança e controle de acesso, eletrodomésticos, climatização, iluminação, entretenimento e cozinha conectada. Essa amplitude explica por que o valor é muito maior do que o faturamento de interruptores, sensores e hubs vendidos isoladamente.

Uma geladeira conectada ou um ar-condicionado com Wi‑Fi carrega tíquete alto e pode inflar a receita da categoria mesmo quando o consumidor usa pouco os recursos inteligentes. Por outro lado, sensores e automações de baixo custo aparecem em grande volume, mas com valor unitário pequeno. O mercado mistura hardware, software, instalação e, em alguns casos, assinatura.

Conectividade e energia sustentam a projeção#

A IMARC aponta maior uso de IoT, expansão da conectividade, urbanização, busca por eficiência energética e demanda por segurança como motores do crescimento. No Brasil, esses vetores se cruzam de forma particular. Câmeras e fechaduras vendem pela sensação de controle; ar-condicionado e iluminação ganham argumento quando ajudam a acompanhar consumo; eletrodomésticos conectados avançam pelo próprio ciclo de renovação da casa.

Protocolos também influenciam a velocidade de adoção. Wi‑Fi domina produtos de entrada porque dispensa hub. Zigbee continua forte em sensores e iluminação por baixo consumo e rede em malha. Matter tenta reduzir a fragmentação entre Apple Home, Google Home, Alexa, SmartThings e outros sistemas. Quanto menos o comprador teme ficar preso a um app, menor a barreira para ampliar a instalação.

Crescer 10,17% ao ano exige mais do que lançar gadgets#

Para sair de US$ 3 bilhões e chegar a US$ 7,1 bilhões, o mercado precisa mais do que duplicar em nove anos. A taxa anual projetada pressupõe disponibilidade de produtos, renda para renovar equipamentos, internet confiável, mão de obra de instalação e assistência. Câmbio e imposto também pesam, porque parte relevante do hardware ainda é importada.

A construção civil pode acelerar o processo quando entrega infraestrutura pronta: neutro nas caixas, quadros com espaço, rede cabeada, cobertura Wi‑Fi planejada e shafts acessíveis. Sem isso, muita automação continua sendo instalada depois da obra, com custo maior e soluções improvisadas.

Segurança e eletrodomésticos devem disputar o maior gasto#

A projeção da IMARC destaca segurança e controle de acesso entre os segmentos acompanhados. É uma aposta coerente com o mercado brasileiro, onde câmera e fechadura têm benefício fácil de explicar. Eletrodomésticos, porém, podem concentrar receita por causa do preço médio. Uma única geladeira conectada vale dezenas de sensores.

O dado também ajuda integradores a escolher posicionamento. Projetos residenciais completos podem crescer junto com o mercado premium, mas a maior base de clientes continuará entrando por uma dor específica: segurança, energia, conforto térmico ou limpeza. A venda começa em um problema, não na palavra “ecossistema”.

A previsão tem horizonte longo e margem de erro#

A IMARC publicou o relatório com horizonte de 2026 a 2034 e vende a metodologia detalhada em pacote comercial. A página aberta apresenta os números principais, mas não expõe toda a amostra nem as premissas. Por isso, US$ 7,1 bilhões deve ser tratado como referência de direção e ordem de grandeza.

O próximo teste virá nos balanços de fabricantes, nas vendas do varejo e na adoção em novas obras. A projeção termina em 2034. Até lá, o mercado precisa sustentar 10,17% de crescimento todos os anos.

AE
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