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Fechaduras solares atacam o maior incômodo da bateria

Lockin Veno Solar e Desloc V150 Plus mostram que o painel integrado já consegue manter a carga, mas compatibilidade e formato limitam o uso no Brasil.

Fechadura inteligente Lockin Veno Solar instalada em uma porta externa
Resumo rápido
  • Lockin Veno Solar e Desloc V150 Plus usam painel solar integrado para reduzir ou eliminar recargas manuais.
  • Em uma semana de teste, as duas fechaduras aumentaram a carga da bateria em vez de perdê-la.
  • A Lockin parte de US$ 199 e tem Matter; a Desloc custa US$ 399 e inclui leitor de impressão digital.
  • Formato de deadbolt, resistência climática e falta de venda oficial limitam o uso imediato no Brasil.
Atualizado em 11/07/2026

A próxima disputa das fechaduras inteligentes não está apenas na biometria. Está na energia. Depois de anos aceitando pilhas, alertas de bateria e portas que pedem recarga no pior momento, fabricantes começaram a integrar painéis solares no próprio lado externo da fechadura. Lockin Veno Solar e Desloc V150 Plus são os dois exemplos mais completos dessa leva.

O número mais útil vem de teste prático publicado pelo Tom’s Guide. A bateria da Desloc saiu de cerca de 12% para 34% em uma semana; a Lockin passou de 83% para 90% no mesmo período. A carga é lenta, mas esse não é o ponto. Para uma fechadura, basta produzir energia suficiente para compensar o consumo diário.

Matter dá vantagem prática à Lockin Veno Solar#

A Lockin integra Matter e pode entrar em Google Home, Apple Home, Alexa e outros controladores compatíveis. Isso é mais relevante do que parece. Fechadura costuma durar anos; escolher um protocolo aberto reduz o custo de mudar de celular ou plataforma no futuro. A Desloc funciona com Google Home e Alexa, mas permanece mais dependente das integrações da fabricante.

A comparação também expõe escolhas diferentes. A Desloc tem leitor de impressão digital e construção com classificação IP65. A Lockin não traz digital, mas oferece teclado para códigos de visitante e custa aproximadamente metade. Nos testes, as duas demoraram alguns segundos no reconhecimento facial; nenhuma resolveu todos os métodos de acesso em um único produto.

Painel solar não elimina os outros riscos de uma fechadura#

Energia é só uma parte do projeto. A Lockin tem classificação IP53, suficiente para respingos, mas menos tranquila em portas totalmente expostas à chuva. A Desloc leva vantagem climática, porém cobra mais e não oferece Matter. Também permanece a dependência de Wi‑Fi para parte dos recursos remotos, algo que exige boa cobertura na entrada da casa.

Há ainda a questão mecânica. Os dois modelos foram desenhados para deadbolt norte-americano. Muitas portas brasileiras usam fechadura de embutir com espelho, maçaneta integrada e medidas diferentes. Importar sem conferir furação, espessura e recuo é a receita para terminar com um produto caro sobre a bancada.

O que observar na próxima geração#

O sinal a acompanhar é a combinação que ainda não apareceu completa: painel solar, leitor de digital, teclado, Matter, proteção climática mais alta e formato adaptado a diferentes portas. Hoje, o comprador precisa escolher quais recursos aceita perder.

O painel também não transforma a fechadura em equipamento independente do clima. Sombra constante, marquise profunda e orientação desfavorável reduzem a geração. As baterias continuam presentes e funcionam como reserva; o solar diminui a frequência de recarga, mas não elimina a necessidade de acompanhar o nível no aplicativo.

A Lockin Veno Solar já é vendida nos Estados Unidos a partir de US$ 199; a Desloc V150 Plus tem preço de tabela de US$ 399. Nenhuma das duas possui lançamento oficial anunciado para o Brasil. Por enquanto, a tecnologia provou que consegue manter carga. Falta provar que cabe na nossa porta.

AE
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