- Shelly Presence Gen4 chegou ao mercado norte-americano em 15 de outubro.
- O radar de 60 a 64 GHz permite definir até dez zonas de detecção.
- O dispositivo oferece Matter sobre Wi-Fi ou Zigbee 3.0, com troca de firmware.
- A alimentação é USB-C de 5 V, sem funcionamento por pilhas.
A Shelly começou a vender na América do Norte o Presence Gen4 em 15 de outubro por US$ 84,99. O sensor usa radar mmWave de 60 a 64 GHz e foi projetado para identificar pessoas mesmo quando permanecem paradas. A diferença importa para automações de iluminação: um sensor infravermelho tradicional pode apagar a luz durante uma leitura no sofá, enquanto um radar de presença tenta manter a ocupação detectada.
Dez zonas para separar ambientes#
O Presence Gen4 permite definir até dez zonas no espaço observado. Isso abre a possibilidade de reagir de forma diferente quando alguém está na mesa de trabalho ou na área de circulação, por exemplo. A ficha técnica menciona rastreamento de até seis pessoas simultaneamente. Esses números descrevem capacidades do sensor, não uma garantia de identificar indivíduos ou determinar quem está em cada posição.
O dispositivo também possui leitura de luminosidade com estados simplificados e filtros voltados a ignorar movimentação próxima ao chão, como a de animais ou robôs aspiradores. A Shelly informa distâncias e áreas de cobertura que variam conforme a posição de instalação. Por isso, convém tratar mapas divulgados pelo fabricante como referência de projeto e ajustar a orientação no ambiente real.
Zigbee e Matter não são usados da mesma forma#
A conectividade reúne Wi-Fi 6, Bluetooth LE e Zigbee 3.0. O aparelho sai de fábrica com firmware Matter sobre Wi-Fi e pode ser alternado para Zigbee por comando no botão físico. Isso não significa participar simultaneamente como o mesmo sensor de duas redes Matter e Zigbee. A escolha da integração influencia a exposição das zonas e as possibilidades do aplicativo usado.
Em aplicativos Matter, a empresa informa que apenas uma zona fica visível por padrão. Zonas adicionais precisam ser habilitadas para aparecer como componentes separados. É um detalhe que pesa em projetos Home Assistant: vale confirmar se o modo escolhido publica exatamente as entidades exigidas pelas automações, em vez de apostar apenas na presença do logotipo Matter.
Não é um sensor a bateria#
A unidade necessita alimentação contínua por USB-C, a 5 V e 1 A. O consumo informado fica perto de 2,5 W nominal, podendo atingir 3,5 W. Em um teto ou parede sem tomada próxima, isso exige planejamento de infraestrutura. Modelos alimentados por pilhas são mais fáceis de posicionar, mas costumam trabalhar com outra estratégia de medição e transmissão.
Os dados de lançamento e disponibilidade aparecem na página do fabricante https://us.shelly.com/ e foram detalhados na cobertura técnica https://products-that-matter.com/news/shelly-presence-gen4-mmwave-sensor-launches-in-the-us-for-8499. Não há preço nacional confirmado no material consultado. O ponto a acompanhar é quais distribuidores brasileiros trarão o modelo e como a integração de múltiplas zonas será apresentada nos hubs mais populares.


