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Homey Pro 2026 dobra RAM e mantém a mesma plataforma

Nova revisão passa de 2 GB para 4 GB de memória, suporta mais de 100 apps e preserva os rádios e o software do modelo lançado em 2023.

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Resumo rápido
  • Homey Pro 2026 dobra a RAM de 2 GB para 4 GB e mantém a mesma base de hardware e software.
  • A Athom estima capacidade para mais de 100 apps no novo modelo.
  • Matter, Thread, Zigbee, Z‑Wave, Bluetooth LE, 433 MHz, infravermelho e Wi‑Fi continuam integrados.
  • Homey Pro 2023 e 2026 receberão as mesmas funções e suporte oficial até pelo menos junho de 2031.
Atualizado em 15/07/2026

Casas com dezenas de integrações passam a ter mais folga antes de esbarrar na memória do hub. Essa é a consequência prática do Homey Pro 2026, revisão que dobra a RAM de 2 GB para 4 GB sem mudar a arquitetura principal do produto. A Athom diz que o novo modelo pode executar mais de 100 apps, enquanto mantém o mesmo processador, os mesmos rádios e o mesmo sistema do Homey Pro lançado em 2023.

A mudança parece pequena diante de lançamentos que trocam design e prometem inteligência artificial em tudo. Só que memória é o recurso que sustenta apps, fluxos, processos de dispositivos e dados em tempo real. Em uma central de automação, o consumo cresce à medida que o usuário adiciona marcas e integrações. Um hub pode controlar centenas de dispositivos e ainda ficar limitado porque cada app mantém serviços, drivers e estados carregados.

A revisão foi anunciada em dezembro de 2025 e começou a ser vendida como modelo 2026. Na estreia, manteve o preço de US$ 399 e €399, embora a Athom tenha reajustado os valores em junho de 2026 para US$ 449 e €449. O ganho de RAM, portanto, chegou primeiro sem custo adicional e depois passou a conviver com uma etiqueta maior, atribuída pela empresa ao encarecimento de memória e armazenamento.

A Athom preferiu evoluir o gargalo, não trocar tudo#

O Homey Pro 2023 já reunia uma quantidade incomum de tecnologias: Wi‑Fi, Zigbee, Thread, Matter, Z‑Wave, Bluetooth LE, 433 MHz e infravermelho. A empresa decidiu manter essa plataforma porque os rádios e o processador continuavam atendendo à proposta. Em vez de lançar uma geração incompatível ou abandonar o hardware anterior, concentrou a revisão no componente que limitava o crescimento de instalações grandes.

Essa escolha reduz risco para desenvolvedores. Apps existentes não precisam ser adaptados a uma arquitetura nova, e a produção continua sobre uma base conhecida. Também ajuda a estabilidade: um software amadurecido por anos tende a carregar menos surpresas que uma plataforma redesenhada. O lado menos empolgante é óbvio. Quem esperava CPU mais rápida, armazenamento maior ou novos rádios não encontrou nada disso.

A empresa trata os modelos 2023 e 2026 como a mesma geração. Ambos receberão os mesmos recursos e suporte oficial até pelo menos junho de 2031. A diferença de memória aumenta a capacidade, mas não cria uma função exclusiva. Essa política evita transformar clientes recentes em usuários de segunda classe, um hábito ruim que ainda aparece em eletrônicos conectados.

Quatro gigabytes importam quando os apps se acumulam#

No Homey, um app não é apenas um ícone. Ele contém drivers, integrações, cartões de automação e processos que conversam com dispositivos ou serviços. Uma casa com Philips Hue, Sonos, Aqara, Shelly, Tado, câmeras, medição de energia e integrações comunitárias pode carregar dezenas de apps. Cada um consome memória mesmo quando o usuário não está olhando para a interface.

A Athom usa a marca de mais de 100 apps para traduzir os 4 GB. Não é um limite rígido, porque integrações têm pesos diferentes. Um app simples para um protocolo local pode usar menos recursos que uma integração com nuvem, vídeo ou grande volume de dados. O número serve como referência de escala. A mensagem é que a revisão mira usuários que expandem a casa por anos e não querem administrar memória como se estivessem mantendo um servidor.

Mais RAM também cria margem para o próprio software crescer. Recursos novos consomem memória, assim como dashboards, histórico, energia e automações mais complexas. Um hub comprado em 2026 precisa suportar funções que ainda não existem. Dobrar a memória é uma forma barata de comprar tempo, desde que CPU e armazenamento não se tornem o próximo gargalo.

O armazenamento continua em 8 GB#

A revisão mantém 8 GB de flash. Para um hub que processa estados e automações, a capacidade pode bastar, mas parece modesta perto de computadores compactos e servidores domésticos. O Homey não foi desenhado para guardar vídeo de câmeras ou grandes bancos de dados locais. Usuários que pretendem registrar anos de histórico ou centralizar gravações ainda precisam de serviços externos, NAS ou outra plataforma.

Essa limitação define o papel do produto. O Homey Pro é orquestrador, não gravador de segurança nem servidor multimídia. Ele conecta marcas, executa lógicas e apresenta dados. Compará-lo a um mini PC apenas por RAM e armazenamento ignora o pacote de rádios e software; ignorar a diferença de expansão também seria erro. Um mini PC aceita SSDs maiores e serviços adicionais. O Homey oferece uma experiência controlada e pronta.

Para brasileiros, essa distinção pesa. Equipamentos importados são mais caros de substituir e consertar. Uma caixa integrada reduz cabos e acessórios, mas também concentra a dependência. Se o hub falha, vários protocolos param ao mesmo tempo. Planejar backup, documentar automações e manter dispositivos críticos com operação manual continua necessário.

A compatibilidade ampla continua sendo o principal argumento#

O Homey Pro conecta dispositivos de mais de mil marcas por apps oficiais e comunitários. Matter e Thread atendem produtos novos; Zigbee e Z‑Wave cobrem redes maduras; 433 MHz e infravermelho alcançam equipamentos antigos; Bluetooth LE e Wi‑Fi completam o conjunto. Essa abrangência é difícil de reproduzir em hubs mais baratos sem adicionar bridges e dongles.

O valor aparece em casas heterogêneas. Um controle de 433 MHz pode acionar uma cena que inclui lâmpadas Zigbee, ar-condicionado por infravermelho e um plug Matter. O usuário trabalha no Flow, não em quatro aplicativos. Para instalações simples, isso é excesso. Para projetos que cresceram sem padrão único ao longo de dez anos, a centralização evita reconstruir tudo.

A ressalva é que compatibilidade anunciada não garante profundidade igual. Algumas integrações expõem todos os recursos; outras mostram apenas ligar, desligar e poucos sensores. Apps comunitários podem ser excelentes, mas dependem de manutenção voluntária. Antes de comprar, vale consultar a loja de apps do Homey e verificar o modelo exato dos dispositivos usados na casa.

Quem tem o modelo 2023 não precisa correr#

A maior pergunta é sobre upgrade. Para a maioria dos usuários do Homey Pro 2023, a resposta é não. Se o hub roda estável, não apresenta pressão de memória e comporta os apps atuais, trocar por 4 GB entrega pouca mudança visível. A Athom prometeu paridade de recursos e suporte até 2031. Manter o modelo antigo é coerente com a própria política da empresa.

A troca faz sentido em instalações que já reduziram apps por falta de memória, usam dezenas de integrações ou planejam expansão profissional. Também pode interessar a compradores novos que pretendem centralizar uma casa grande desde o início. Nesse caso, a folga adicional evita comprar um hardware perto do limite.

O modelo 2026 não transforma o Homey em outra plataforma. Ele é o mesmo hub com mais espaço de trabalho. Isso pode soar pouco em uma ficha técnica, mas é a atualização certa quando o problema real é capacidade, não velocidade de marketing.

Disponibilidade no Brasil continua sendo o ponto fraco#

O Homey Pro é vendido globalmente pela Athom, mas não tem presença de varejo ampla no Brasil. Importação direta traz custo elevado, prazo, tributos e possíveis dificuldades de garantia. A frequência regional do Z‑Wave também exige atenção. O comprador deve confirmar a versão adequada aos dispositivos que pretende usar.

O modelo 2026 já substitui gradualmente a revisão anterior em estoques internacionais. A compra brasileira, porém, continua restrita a importadores e usuários dispostos a lidar com suporte externo. A tecnologia tem sinergia com casas que misturam protocolos, mas a distribuição ainda não acompanha essa oportunidade.

A revisão de 4 GB mostra uma estratégia incomum: melhorar a capacidade sem abandonar clientes do modelo anterior. O hardware novo é mais folgado; o antigo continua válido.

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