Manuais de automação e documentação de plataformas como Home Assistant tratam gatilhos, condições e ações como peças separadas. Traduzindo para a casa: uma coisa aconteceu, uma condição foi checada, uma ação foi executada.
A confusão nasce quando tudo vira “gatilho”. Porta abriu? Gatilho. Presença detectada? Gatilho. Está de noite? Também tentam tratar como gatilho. Não é. Noite é estado — e essa diferença evita muita luz acendendo errado.
1. Porta abriu#
Evento pede contexto#
A porta abrir às 14h com gente em casa não é igual à porta abrir às 2h com modo ausência ativo. O evento é o mesmo; o estado muda a resposta.
2. Casa vazia#
Estado muda regras por horas#
Quando a casa está vazia, luz esquecida pode apagar, ar-condicionado pode desligar e sensor de porta pode avisar mais forte.
3. Botão pressionado#
Evento manual ainda manda#
Botão é evento explícito. Ele deve vencer uma automação automática quando alguém na casa decidiu algo manualmente — sem briga com o sistema.
4. Noite#
Estado reduz agressividade#
De madrugada, presença no corredor deve virar luz baixa. Durante limpeza, o mesmo sensor pode acender tudo.
5. Consumo subiu#
Evento elétrico precisa de interpretação#
Consumo da máquina de lavar subiu: evento. Ciclo em andamento: estado. Consumo caiu por 5 minutos: talvez fim do ciclo.
Evento é faísca. Estado é clima. Automação boa precisa dos dois.
