mDNS
5353/UDP, 224.0.0.251 e FF02::FB caracterizam o mDNS definido pela RFC 6762. Ele resolve nomes `.local.` e publica registros no enlace sem servidor DNS central. Em casa inteligente, trabalha com DNS-SD da RFC 6763 para descobrir HomeKit, Matter, impressoras e serviços locais. A implantação exige multicast funcional na mesma sub-rede ou proxy específico entre VLANs. A limitação é exposição de nomes e serviços, além de baixo alcance: roteadores não encaminham esse multicast por padrão.
mDNS é uma adaptação do formato e da semântica do DNS para resolução e anúncio de nomes em uma rede local sem servidor DNS convencional. Em vez de enviar uma consulta unicast a um resolvedor, o host envia mensagens para o grupo multicast IPv4 224.0.0.251 ou IPv6 FF02::FB, na porta UDP 5353. Os participantes no mesmo enlace escutam e respondem. Nomes terminados em `.local.` são o caso mais conhecido. Um computador pode anunciar `homeassistant.local.`, uma impressora `printer.local.` e um dispositivo Matter registros associados ao serviço. A RFC 6762, publicada em fevereiro de 2013, define o protocolo. DNS-SD, RFC 6763, define como usar registros PTR, SRV, TXT e A/AAAA para descobrir instâncias de serviço. As tecnologias são complementares: mDNS transporta consultas DNS por multicast; DNS-SD organiza a descoberta. Bonjour, da Apple, é uma implementação e ecossistema, não outro protocolo. Avahi é uma implementação comum em Linux. O responder precisa realizar probing antes de assumir um nome, detectar conflitos e renomear quando necessário. Isso evita que dois dispositivos usem o mesmo host name. Anúncios e respostas podem ser enviados de forma espontânea para atualizar caches. TTLs e cache reduzem tráfego. O campo cache-flush ajuda substituir registros exclusivos. Consultas podem ser one-shot ou contínuas, permitindo acompanhar entrada e saída de serviços. Em casa inteligente, mDNS é usado por HomeKit, AirPlay, Chromecast em partes de descoberta, Matter, impressoras e aplicações locais. Um controlador procura `_hap._tcp.local.`, `_matter._tcp.local.` ou outro tipo e recebe instâncias. O registro SRV fornece host e porta. TXT contém atributos. A conexão real pode ser TCP, UDP, HTTP, QUIC ou protocolo específico. Encontrar não autentica. O cliente ainda deve parear, verificar certificado ou token. A principal limitação operacional é o escopo de enlace. VLANs e sub-redes separam o multicast. Uma rede IoT segmentada pode impedir Home Assistant de descobrir dispositivos. Um mDNS reflector, repeater ou Discovery Proxy pode encaminhar seletivamente. Abrir multicast indiscriminadamente reduz isolamento. RFC 8766 define Discovery Proxy para DNS-SD em redes roteadas. RFC 9665 define Service Registration Protocol, útil em Thread e redes onde multicast é ineficiente. A privacidade é um problema. RFC 8882 descreve como DNS-SD sobre mDNS expõe identidades e serviços. Nomes podem revelar pessoas, modelos e cômodos. Redes de convidados não devem receber anúncios internos. Wi‑Fi transmite multicast em taxa básica e pode consumir airtime. Access points usam multicast-to-unicast, IGMP/MLD snooping ou otimizações. Configurações que bloqueiam multicast quebram descoberta. O diagnóstico usa `dns-sd`, `avahi-browse`, `mdns-scan`, Wireshark e `tcpdump udp port 5353`. O firewall deve permitir apenas nas interfaces necessárias. mDNS não substitui DNS corporativo, DHCP, roteamento ou segurança. É uma ferramenta zero-configuration de alcance local.
- Elimina a necessidade de configurar servidor DNS para nomes e serviços locais, acelerando instalação de dispositivos e controladores.
- Usa formato e registros DNS padronizados, permitindo interoperabilidade entre Apple Bonjour, Avahi, Matter, HomeKit e outras implementações.
- Detecta conflitos de nome automaticamente e atualiza caches quando endereços ou serviços mudam.
- Funciona sobre IPv4 e IPv6 e pode descobrir endpoints TCP ou UDP sem depender do transporte usado pela aplicação.
- É simples para redes pequenas e oferece experiência plug-and-play, reduzindo suporte e configuração manual.
- Fica restrito ao enlace; VLANs e sub-redes exigem reflector, proxy ou DNS-SD unicast, aumentando complexidade.
- Expõe nomes, tipos de serviço e metadados a todos os participantes do segmento, criando riscos de privacidade e enumeração.
- Multicast pode consumir airtime em Wi‑Fi e escalar mal com muitos dispositivos ou anúncios frequentes.
- Não autentica dispositivos nem serviços; anúncios falsos são possíveis e a segurança precisa ocorrer no protocolo posterior.
- Implementações, firewalls, VPNs e otimizações de access point podem bloquear ou alterar multicast, causando falhas intermitentes.