- TS Shara afirma que vai acelerar lançamentos e soluções conectadas para o varejo brasileiro em 2026.
- Entre as novidades estão controle de tomadas por celular e evolução da linha de nobreaks.
- A empresa cita nobreaks de até 260 kVA e equipamentos full range de 90 a 245 V.
- O CEO Pedro Al Shara projeta crescimento em torno de 10% se o cenário macroeconômico melhorar.
Para o consumidor brasileiro, energia conectada começa em uma pergunta simples: a casa aguenta ficar online quando a luz oscila? A TS Shara quer responder com controle de tomadas pelo celular, nobreaks maiores e equipamentos preparados para a bagunça elétrica do país, onde 127 V, 220 V, queda de tensão e surto convivem sem pedir licença.
A empresa chega ao ciclo da Eletrolar Show falando menos de glamour smart home e mais de base elétrica. Faz sentido. Automação residencial bonita, com cena de iluminação e ar-condicionado no app, perde graça quando o roteador reinicia, o modem cai e o hub Zigbee fica piscando no escuro. Energia crítica deixou de ser assunto só de servidor e loja. Entrou no apartamento.
A novidade é controle, mas o recado é autonomia#
Segundo a Eletrolar Show, a TS Shara prepara soluções conectadas para controle de tomadas via celular e evolução da linha de nobreaks, com modelos de até 260 kVA. A empresa também fala em novas tecnologias de bateria e afirma que baterias de lítio podem oferecer até cinco vezes mais duração, além de maior vida útil, dependendo do projeto.
A resposta central é esta: a TS Shara está tentando transformar energia em produto gerenciável, não apenas equipamento de emergência. Tomada controlada por app pode parecer trivial perto de Matter e Thread, mas em instalação real ela resolve coisa miúda: desligar carga fantasma, agendar equipamento, acompanhar uso e criar uma camada mínima de automação sem trocar painel inteiro.
Full range importa no Brasil#
O detalhe técnico que mais pesa para o mercado nacional é a operação full range de 90 a 245 V, citada pelo CEO Pedro Al Shara. Esse intervalo reduz a necessidade de múltiplos estoques para regiões com padrões diferentes e ajuda revendas que atendem cidades com tensão instável. Para quem instala, significa menos chance de vender o modelo errado para a rede errada.
A empresa também reconhece o freio do momento. Juros altos e menor incidência de quedas de energia no começo do ano reduziram o ritmo do varejo, segundo Pedro Al Shara. É uma leitura pouco romântica, mas honesta. Nobreak vende mais quando a memória da queda está fresca. Quando a rede parece estável e o crédito aperta, a compra fica para depois.
Onde isso encosta na casa inteligente#
Para a LivSmart, o ponto não é o nobreak de 260 kVA, que fala mais com operação crítica e empresa. O ponto é a lógica descendo para o residencial: roteador, modem, hub, NVR, câmera, fechadura e automação precisam de energia previsível. Uma casa conectada sem proteção elétrica é só uma casa dependente de Wi‑Fi esperando o próximo pico de tensão.
A ressalva é clara: a TS Shara ainda não detalhou preços, datas e especificações completas das tomadas conectadas para o consumidor final. Também não há informação pública sobre integração com Alexa, Google Home, Home Assistant ou SmartThings nesses novos produtos.
O que falta saber é se a empresa vai tratar conectividade como app próprio fechado ou como peça aberta dentro da automação residencial brasileira.
