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TS Shara leva tomada por app e nobreak de 260 kVA ao varejo

Empresa chega ao segundo semestre com soluções conectadas, modelos full range de 90 a 245 V e expectativa de crescer 10% se o crédito melhorar.

Pedro Al Shara, CEO da TS Shara, em retrato divulgado pela Eletrolar Show
Resumo rápido
  • TS Shara afirma que vai acelerar lançamentos e soluções conectadas para o varejo brasileiro em 2026.
  • Entre as novidades estão controle de tomadas por celular e evolução da linha de nobreaks.
  • A empresa cita nobreaks de até 260 kVA e equipamentos full range de 90 a 245 V.
  • O CEO Pedro Al Shara projeta crescimento em torno de 10% se o cenário macroeconômico melhorar.
Atualizado em 2026-06-17

Para o consumidor brasileiro, energia conectada começa em uma pergunta simples: a casa aguenta ficar online quando a luz oscila? A TS Shara quer responder com controle de tomadas pelo celular, nobreaks maiores e equipamentos preparados para a bagunça elétrica do país, onde 127 V, 220 V, queda de tensão e surto convivem sem pedir licença.

A empresa chega ao ciclo da Eletrolar Show falando menos de glamour smart home e mais de base elétrica. Faz sentido. Automação residencial bonita, com cena de iluminação e ar-condicionado no app, perde graça quando o roteador reinicia, o modem cai e o hub Zigbee fica piscando no escuro. Energia crítica deixou de ser assunto só de servidor e loja. Entrou no apartamento.

A novidade é controle, mas o recado é autonomia#

Segundo a Eletrolar Show, a TS Shara prepara soluções conectadas para controle de tomadas via celular e evolução da linha de nobreaks, com modelos de até 260 kVA. A empresa também fala em novas tecnologias de bateria e afirma que baterias de lítio podem oferecer até cinco vezes mais duração, além de maior vida útil, dependendo do projeto.

A resposta central é esta: a TS Shara está tentando transformar energia em produto gerenciável, não apenas equipamento de emergência. Tomada controlada por app pode parecer trivial perto de Matter e Thread, mas em instalação real ela resolve coisa miúda: desligar carga fantasma, agendar equipamento, acompanhar uso e criar uma camada mínima de automação sem trocar painel inteiro.

Full range importa no Brasil#

O detalhe técnico que mais pesa para o mercado nacional é a operação full range de 90 a 245 V, citada pelo CEO Pedro Al Shara. Esse intervalo reduz a necessidade de múltiplos estoques para regiões com padrões diferentes e ajuda revendas que atendem cidades com tensão instável. Para quem instala, significa menos chance de vender o modelo errado para a rede errada.

A empresa também reconhece o freio do momento. Juros altos e menor incidência de quedas de energia no começo do ano reduziram o ritmo do varejo, segundo Pedro Al Shara. É uma leitura pouco romântica, mas honesta. Nobreak vende mais quando a memória da queda está fresca. Quando a rede parece estável e o crédito aperta, a compra fica para depois.

Onde isso encosta na casa inteligente#

Para a LivSmart, o ponto não é o nobreak de 260 kVA, que fala mais com operação crítica e empresa. O ponto é a lógica descendo para o residencial: roteador, modem, hub, NVR, câmera, fechadura e automação precisam de energia previsível. Uma casa conectada sem proteção elétrica é só uma casa dependente de Wi‑Fi esperando o próximo pico de tensão.

A ressalva é clara: a TS Shara ainda não detalhou preços, datas e especificações completas das tomadas conectadas para o consumidor final. Também não há informação pública sobre integração com Alexa, Google Home, Home Assistant ou SmartThings nesses novos produtos.

O que falta saber é se a empresa vai tratar conectividade como app próprio fechado ou como peça aberta dentro da automação residencial brasileira.

AE
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Notícia · Energia
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