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Smartly chega ao Recife com automação contra umidade

Hotfloor e Smartly levam climatização, iluminação e controle de energia ao Nordeste, mirando casas com umidade acima de 80%.

Executivo da Hotfloor em ação de expansão da marca para o mercado de Recife
Resumo rápido
  • Hotfloor e Smartly anunciaram expansão para Recife em 2 de junho.
  • A operação mira climatização, controle de umidade, iluminação, persianas e gestão de energia.
  • Segundo a empresa, automação pode reduzir o consumo de energia em até 30%.
  • A Hotfloor afirma que os cinco primeiros meses de 2026 igualaram todo o volume de 2025.
Atualizado em 04/06/2026

A partir de junho, a automação residencial brasileira ganha um recorte menos óbvio: combater umidade, mofo e desperdício de energia no Nordeste. A Hotfloor e a Smartly anunciaram a chegada ao Recife com soluções de climatização, iluminação, persianas e controle energético conectados.

O movimento foi apresentado em 2 de junho e tem um dado que explica o timing. Segundo a empresa, os cinco primeiros meses de 2026 já igualaram todo o volume de 2025, e a projeção para o ano passa de 40% de crescimento. É expansão puxada por obra, reforma e retrofit, não só por gadget de tomada.

Por que Recife muda a conversa da casa inteligente#

Recife não é Curitiba com praia. A umidade frequentemente acima de 80% muda a prioridade do projeto residencial. Em vez de começar pela lâmpada colorida ou pela fechadura com senha, o problema real pode estar no armário que mofa, no piso frio, no ar-condicionado trabalhando mal e no consumo alto para manter conforto.

A Hotfloor cita o HotCloset, voltado ao controle de umidade em armários, e a Smartly entra com automação de iluminação, climatização, persianas e energia. A promessa é reduzir o consumo energético em até 30% com controle mais inteligente de cargas e cenários. É número agressivo. Funciona melhor quando a automação conversa com projeto de climatização, rotina da casa e sensores de ambiente, não quando vira só agenda fixa no app.

Mercado brasileiro passa do interruptor para a infraestrutura#

A posição oficial da empresa é que a demanda por conforto térmico e automação integrada está crescendo fora dos mercados tradicionais do Sul e Sudeste. Esse ponto bate com uma mudança visível no setor: smart home deixou de ser apenas compra de dispositivo e entrou em especificação de obra, marcenaria, elétrica e arquitetura.

O dado de mercado usado pela Hotfloor aponta crescimento anual de 30% em automação no Brasil, atribuído à IDC. Mesmo com a cautela que toda estimativa setorial exige, o movimento faz sentido. Construtoras, arquitetos e integradores começam a vender conforto e eficiência, não apenas comando por voz.

Disponibilidade no Brasil#

A operação no Recife abre a porta para atendimento regional, com foco em residências de alto padrão, retrofit e projetos que precisam lidar com umidade. Não há tabela pública nacional de preços, porque esse tipo de solução depende de metragem, número de ambientes, elétrica disponível e nível de integração.

Para o mercado brasileiro, a notícia é boa por um motivo específico: ela desloca a casa inteligente do balcão de eletrônicos para o projeto da casa. No Recife, esse projeto começa pela umidade.

AE
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