Notícia

Reolink Video Doorbell 2 estreia com bateria de 300 dias

Campainha grava em 2048 × 2048, reconhece pessoas, veículos, animais e pacotes, aceita microSD de 512 GB e dispensa assinatura obrigatória.

Reolink Video Doorbell de segunda geração instalado ao lado de uma porta
Resumo rápido
  • Reolink lançou em 20 de julho a segunda geração de sua campainha a bateria por US$ 149,99.
  • A câmera usa sensor de 4 MP, imagem 2048 × 2048 e campo de visão de 150° por 150°.
  • A autonomia declarada chega a 300 dias, medida com cinco minutos de gravação por dia.
  • Detecção distingue pessoas, veículos, animais e pacotes sem cobrança mensal obrigatória.
  • Armazenamento pode ser feito em microSD de até 512 GB, NVR, FTP ou Reolink Home Hub.
Atualizado em 03/08/2026

Diferente da Ring Peephole Cam, que cobra pelo histórico e foca apartamentos, a Reolink Video Doorbell de segunda geração aposta em armazenamento local e autonomia. Lançada em 20 de julho por US$ 149,99, ela grava em 2048 × 2048 pixels, usa formato quadrado para mostrar pessoa e pacote e promete até 300 dias longe da tomada. A especificação mais importante é a condição do teste: cinco minutos de gravação por dia. Em uma entrada movimentada, a bateria não chegará perto de dez meses.

A primeira geração consolidou a Reolink entre usuários que queriam PoE, NVR e ausência de mensalidade. A nova versão muda o foco para instalação sem fio, mas preserva opções locais. O anúncio começou no blog da marca em 13 de julho, ganhou lançamento comercial no dia 20 e apareceu na loja oficial e na Amazon. O preço inicial variou em comunicados e regiões, de US$ 149,99 a valores promocionais. A ficha oficial é mais confiável que conversões de varejistas.

O formato quadrado tenta resolver o pacote fora da imagem#

O sensor CMOS de 1/3 de polegada entrega 4 MP a 15 quadros por segundo. A lente de 1,2 mm e abertura f/1.8 produz campo diagonal de 180°, com 150° horizontal e 150° vertical. Esse enquadramento é amplo para porta. A resolução quadrada evita o problema clássico de campainhas 16:9, que mostram o rosto e cortam o chão. O lado fraco são os 15 fps: movimento rápido pode apresentar menos fluidez que câmeras de 25 ou 30 fps.

A compressão aceita H.264 e H.265. O H.265 economiza espaço, mas exige compatibilidade no gravador e no software de reprodução. Em microSD de 512 GB, a duração depende de bitrate, quantidade de eventos e uso de gravação contínua. A Reolink não vende a ideia de nuvem obrigatória. O usuário pode gravar no cartão, Reolink Home Hub, NVR ou FTP. Essa abertura é o principal diferencial frente a Ring e Google Nest.

Bateria de 300 dias vem com uma condição explícita#

A campainha usa a solução Qualcomm Micro-Power Wi-Fi e opera em 2,4 e 5 GHz. A Reolink declara até 300 dias com cinco minutos de gravação diária. Isso equivale a cerca de 25 horas de vídeo distribuídas por dez meses. Uma casa com vinte eventos de 30 segundos por dia já dobra a carga desse cenário, sem contar Live View. Temperatura, força de sinal e alertas também afetam o resultado. A promessa é útil para comparar eficiência, não para marcar a próxima recarga no calendário.

Há dois modos de alimentação. Com fiação de 8 a 24 V AC, o sistema mantém a bateria carregada, mas continua em modo de economia. Para gravação 24 horas e pré-gravação, a Reolink exige fonte compatível de 16 a 24 V e ativação do Wired Power Mode. Em queda de energia, o equipamento volta para a bateria. Esse desenho é interessante para casas com campainha existente, mas o instalador precisa medir tensão e potência. Ligar em transformador inadequado pode causar reinícios e aquecimento.

Detecção local reduz alertas inúteis e custo mensal#

A campainha reconhece pessoas, veículos, animais e pacotes. Também oferece alerta de permanência em zona, tentativa de violação e máscara de voz para conversa. Essas funções buscam reduzir falsos positivos sem assinatura obrigatória. O teste real deve verificar animais pequenos, sombras e motos, comuns em ruas brasileiras. A classificação por IA não é infalível; use-a para priorizar alertas, não como prova de identidade.

O aparelho envia chamada de vídeo quando alguém pressiona o botão, permite áudio bidirecional e respostas pré-gravadas. Pode acionar campainha mecânica compatível, Chime Plus, Home Hub e assistentes. A página oficial marca Google Assistant e Alexa como “em breve” em alguns trechos, embora a ficha liste compatibilidade. Essa inconsistência merece cautela. Compre pelo que funciona na versão de firmware disponível, não pelo ícone na embalagem.

Armazenamento local muda a conta de cinco anos#

Um cartão de 256 ou 512 GB custa uma vez e não depende de mensalidade. NVR e FTP dão redundância, mas exigem instalação. A vantagem econômica cresce com o número de câmeras. Quatro dispositivos Ring com histórico pago acumulam anos de assinatura; quatro Reolink podem gravar no mesmo NVR. O custo inicial do gravador e dos discos não é baixo, porém o usuário controla retenção e rede.

Local não significa automaticamente seguro. O cartão pode ser levado junto com a campainha. Um NVR dentro da mesma casa pode desaparecer em furto. A melhor configuração combina microSD para continuidade, NVR em local protegido e backup seletivo externo. Senhas fortes, firmware atualizado e rede IoT separada continuam necessários. FTP exposto diretamente à internet é uma péssima ideia.

Como ela se compara à Ring e à Tapo#

A Ring oferece aplicativo mais polido, integração profunda com Alexa e recursos de IA na nuvem. A Reolink entrega mais rotas de gravação, Wi-Fi dual band e classificação sem mensalidade. A Tapo costuma competir com cartões locais e preço agressivo, mas a disponibilidade de campainhas varia por país. A resolução 2048 × 2048 da Reolink é superior ao Full HD tradicional e semelhante ao 2K quadrado de rivais.

O ponto menos convincente é a integração ampla. Não há Matter na ficha, e HomeKit não aparece. O produto vive melhor dentro de Reolink, Alexa, Google e IFTTT. Usuários de Home Assistant podem encontrar integrações comunitárias e fluxos via RTSP em modelos da marca, mas a página da campainha não promete todos esses protocolos de forma explícita. A compra deve partir do armazenamento e da imagem, não de uma integração não documentada.

Instalação brasileira exige olhar para a fiação#

Campainhas residenciais no Brasil usam tensões variadas e muitas portas não têm cabo. A versão a bateria funciona sem obra, porém o chime interno pode exigir acessório. Se houver transformador, meça a saída e confira 8–24 V AC para recarga ou 16–24 V para modo contínuo. Rede 5 GHz ajuda em apartamentos, mas perde alcance através de parede externa. Um ponto de acesso próximo é mais importante que contratar internet mais rápida.

A Reolink não anunciou distribuição oficial brasileira para esta geração em 3 de agosto. Importadores podem oferecer o produto, mas garantia, impostos e homologação precisam ser checados. O preço de US$ 149,99 equivale a cerca de R$ 850 em conversão direta, antes de frete e tributos. Rivais nacionais custam menos e têm suporte local, embora poucos juntem bateria longa, formato quadrado e microSD de 512 GB.

O próximo passo é provar a autonomia fora do laboratório#

A especificação está publicada, o produto está à venda e os primeiros usuários já começaram a receber unidades. Agora vem o teste que não cabe no press release: corredor movimentado, sol, chuva, Wi-Fi atravessando concreto e dezenas de eventos diários. A Reolink foi transparente ao informar os cinco minutos por dia usados no cálculo. Isso permite ao comprador ajustar expectativa.

No Brasil, a campainha ainda depende de importação. Não há preço oficial em reais, assistência confirmada nem calendário nacional.

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