- LG publicou em 2 de setembro um novo posicionamento para sua linha Smart Monitor disponível no Brasil.
- O MyView 27SR73U-W usa painel IPS 4K; o 32SR50F-W tem 32 polegadas; o 34SR60QC-B usa formato ultrawide 21:9.
- webOS permite streaming e serviços sem PC, enquanto ThinQ, AirPlay, Screen Share e Bluetooth cuidam da conectividade.
- O Smart Swing acrescenta tela touchscreen 4K e base móvel para uso em diferentes ambientes.
- A linha compete diretamente com Samsung Smart Monitor, que usa Tizen e SmartThings.
Samsung Smart Monitor usa Tizen e SmartThings; a LG responde no Brasil com webOS e ThinQ. Em 2 de setembro, a LG voltou a colocar sua linha Smart Monitor no centro da estratégia local e detalhou quatro formatos disponíveis no país: MyView de 27 polegadas 4K IPS, 32 polegadas, ultrawide curvo de 34 polegadas e o Smart Swing, uma tela 4K touchscreen sobre base móvel. A disputa já não é apenas por monitor: é por qual tela da casa assume streaming, trabalho e controle conectado sem depender de um computador.
O que a LG oferece frente ao Samsung Smart Monitor?#
O Samsung M8 atual vendido no Brasil trabalha com 32 polegadas, resolução 4K de 3.840 × 2.160, formato 16:9, Tizen, SmartThings Hub e Alexa integrada em versões locais. O LG MyView 34SR60QC-B toma outra direção: 34 polegadas, tela curva 21:9 e resolução de 3.440 × 1.440. A área horizontal extra favorece duas ou três janelas lado a lado, enquanto o M8 mantém mais pixels verticais e uma arquitetura de hub doméstico mais explícita.
Não há vencedor universal. Quem quer monitor como painel de automação mais completo encontra no SmartThings do Samsung uma estrutura de IoT mais profunda. Quem já usa ThinQ e prefere ultrawide para home office encontra na LG um formato que o M8 não oferece. A especificação técnica que separa os dois é a proporção: o LG 34SR60QC-B tem 21:9, cerca de 30% a mais de área horizontal que um monitor convencional 16:9 de altura equivalente, segundo a fabricante.
webOS tira o computador de tarefas simples#
A linha LG roda webOS, o mesmo sistema de suas TVs. Isso permite abrir serviços de streaming, navegador e alguns aplicativos sem ligar notebook. É útil em um escritório doméstico que vira quarto ou sala à noite: o monitor pode passar de planilhas para streaming com controle remoto. Recursos de nuvem também permitem acessar ferramentas de produtividade em cenários compatíveis.
O benefício tem limite. webOS não substitui Windows ou macOS para software profissional. Edição pesada, programação local, planilhas complexas e periféricos específicos continuam pedindo computador. O monitor inteligente reduz a dependência em tarefas leves; não transforma uma tela em workstation.
ThinQ coloca o monitor dentro do ecossistema LG#
O app LG ThinQ permite controlar funções do monitor e encaixá-lo no mesmo ambiente digital de TVs e eletrodomésticos LG. AirPlay 2 facilita espelhamento de iPhone, iPad e Mac, enquanto Screen Share atende outros dispositivos e Bluetooth conecta periféricos ou áudio. Esse conjunto torna a tela um ponto de interação distribuído pela casa.
A diferença para uma TV é ergonomia. Monitor fica mais perto do usuário, geralmente sobre mesa, e pode ser usado durante oito horas de trabalho. Isso torna conectividade útil de outro jeito: receber conteúdo do celular, alternar fonte e controlar aplicações sem esticar o braço até um notebook. Como painel de automação, porém, o ThinQ ainda é mais centrado no ecossistema LG que um controlador universal como Home Assistant ou SmartThings Hub.
O ultrawide de 34 polegadas é o modelo mais diferente da linha#
O 34SR60QC-B oferece resolução 3.440 × 1.440, curvatura 1800R, HDR10 e cobertura sRGB de 99% típica. O formato 21:9 permite deixar planilha, navegador e mensageria lado a lado. A LG diz que a largura reduz a necessidade de um segundo monitor. Para automação e monitoramento, isso também abre espaço para manter um dashboard ThinQ ou Home Assistant em uma lateral enquanto outra aplicação ocupa o restante.
A desvantagem é compatibilidade de conteúdo. Muitos vídeos e serviços continuam em 16:9 e deixam barras laterais. Consoles também nem sempre aproveitam 21:9. Quem compra principalmente para streaming pode preferir 4K 16:9; quem trabalha com várias janelas tende a extrair mais do ultrawide.
Smart Swing muda a tela de lugar em vez de fixá-la na mesa#
O LG Smart Swing usa tela 4K sensível ao toque e base móvel, permitindo levar o painel entre sala, cozinha e escritório. Essa mobilidade o aproxima de telas como Samsung Movingstyle e de tablets grandes de uso doméstico. Para uma casa conectada, o conceito é interessante: o painel de controle pode acompanhar a atividade em vez de existir um tablet preso em cada parede.
O contra é simples: uma tela móvel depende de bateria, espaço e estabilidade física. Em uma cozinha, precisa ficar longe de vapor e gordura; em uma sala, a base ocupa piso. Para automação contínua, um display fixo ainda é mais previsível. Para uso híbrido entre videochamada, receita, streaming e ThinQ, a mobilidade ganha valor.
A linha chega ao mercado brasileiro já cercada por telas inteligentes#
Samsung M8, TVs pequenas, tablets e monitores convencionais com TV box disputam o mesmo orçamento. O preço, que varia por modelo e promoções, será decisivo. A LG não apresentou no texto de 2 de setembro um novo preço único para a família, por isso não faz sentido tratar a publicação como lançamento de uma linha completamente nova. É um reposicionamento atual de modelos disponíveis no país.
A leitura para automação residencial é mais interessante que a disputa de monitor. ThinQ, SmartThings, Alexa e webOS/Tizen estão transformando telas de trabalho em pontos de controle doméstico. O painel dedicado na parede deixa de ser a única interface. A tela que já está na mesa pode assumir parte dessa função — desde que o ecossistema da casa seja organizado para isso.


