Notícia

Hisense Mostra Casa Inteligente com Telas Gigantes

Ecossistema apresentado na CES 2026 combina TV 116UXS RGB MiniLED, projetor Laser XR10 e foco em entretenimento conectado.

TV Hisense 116UXS RGB MiniLED em sala ampla conectada
Resumo rápido
  • Hisense apresentou ecossistema de casa inteligente na CES 2026.
  • Os destaques incluem TV 116UXS RGB MiniLED e projetor Laser XR10.
  • A TV usa RGB MiniLED evo com cobertura de até 110% do padrão BT.2020.
  • O projetor XR10 promete 6.000 lumens ANSI e imagens de até 300 polegadas.

A Hisense entrou na CES 2026 falando de casa inteligente pelo caminho da tela grande. Não é só TV maior. É usar display, projetor e eletrodoméstico como peças de uma experiência doméstica conectada.

A Hisense Brasil publicou em abril, com data-base de São Paulo em 7 de janeiro, que apresentou na CES 2026 um ecossistema de casa inteligente com telas de grande formato e soluções avançadas de display. Os destaques incluem a TV 116UXS RGB MiniLED e o projetor Laser XR10, pensado para imagens de até 300 polegadas.

Hisense aposta em tela grande dentro da casa conectada#

A TV 116UXS estreia a arquitetura RGB MiniLED evo, que adiciona um quarto LED Sky Blue-Cyan no sistema de retroiluminação. Segundo a empresa, essa estrutura amplia a cobertura de cores para até 110% do padrão BT.2020. É especificação de imagem, mas tem leitura de smart home: a sala conectada ainda gira em torno da tela.

O projetor Laser XR10 entrega brilho de 6.000 lumens ANSI e projeção de até 300 polegadas, mirando home theater residencial. A marca combina isso ao conceito global Innovating a Brighter Life, com a proposta de telas que se adaptam a diferentes cenários de uso dentro de casa.

Casa inteligente também passa pelo entretenimento#

No Brasil, casa inteligente costuma ser vendida por lâmpada, câmera e ar-condicionado. A Hisense puxa o assunto pelo entretenimento. Faz sentido. A sala é onde muita automação começa: modo cinema, luz dimerizada, cortina fechada, ar em 23 °C e TV ligada no streaming. A tela vira o gatilho emocional da automação.

O risco é confundir display premium com ecossistema completo. Uma TV enorme não torna a casa inteligente sozinha. Para virar sistema, precisa conversar com assistentes, sensores, iluminação, áudio e controle de ambiente. A Hisense tem portfólio de TVs, refrigeradores, lava e seca, lava-louças, adegas, freezers e ar-condicionado no Brasil, o que dá espaço para integração. O desafio é software.

Displays grandes exigem casa preparada#

Projetor de 300 polegadas e TV de 116 polegadas não entram em qualquer apartamento. O usuário precisa pensar em distância de visualização, luminosidade, rede elétrica, suporte, roteamento de cabos, áudio e ventilação. Em projetos residenciais premium, isso muda arquitetura. Em sala comum, pode virar excesso.

A boa notícia é que a discussão de casa conectada está saindo do gadget pequeno. Fabricantes de eletrodomésticos e áudio/vídeo estão tratando o lar como sistema integrado. A Hisense, recém-chegada com mais força ao Brasil, usa o peso global para entrar nessa conversa.

O que acompanhar no Brasil#

Para o mercado brasileiro, a pergunta é disponibilidade. A marca informa presença no país e portfólio amplo, mas produtos de CES nem sempre chegam nas mesmas versões, preços ou prazos. A cobertura local deve olhar menos para o brilho do estande e mais para assistência, apps, integração e suporte de longo prazo.

Entretenimento conectado não é só tela maior#

A Hisense está usando imagem gigante como porta de entrada para ecossistema, e isso faz sentido comercial. TV é produto emocional. A pessoa enxerga a diferença na loja. Automação, não. O ponto técnico vem depois: como essa tela conversa com ar-condicionado, iluminação, áudio, cenas e assistentes? Se o televisor vira painel de controle da casa, ótimo. Se apenas abre um app escondido em três menus, continua sendo TV premium com verniz smart. A distância entre as duas coisas é enorme.

A Hisense tem chance se conseguir combinar tela grande com conectividade simples e preço agressivo. Se ficar só na especificação de imagem, vira notícia de TV premium. Se conectar bem com ar-condicionado, áudio, cenas e automações, vira peça real da casa inteligente.

A CES da Hisense mostra que a casa conectada também vai disputar a parede da sala. Só não dá para chamar qualquer tela gigante de ecossistema.

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