Marina chegou na garagem e a casa ainda achava que ela estava fora. A automação não falhou completamente; ela encontrou o limite natural da cerca virtual.
Do caso particular vem a regra geral: geofencing é ótimo para preparar a casa, ruim para decisões que exigem precisão de segundo. Android documenta que a responsividade pode sair de dezenas de segundos para cerca de 2 minutos, justamente para melhorar bateria. Esse atraso incomoda menos quando a automação abre o app de presença; incomoda muito quando tenta abrir portão no último metro.
1. Geofencing não é GPS contínuo#
A cerca virtual é monitorada pelo sistema, não por um app sugando localização a cada segundo. Isso reduz consumo, mas reduz imediatismo.
2. O raio precisa ser realista#
Em apartamento, 50 m pode falhar. Em casa de rua, 150 m costuma ser melhor ponto de partida. Em condomínio grande, talvez 300 m faça mais sentido.
3. Wi‑Fi confirma chegada#
Quando o celular conecta ao Wi‑Fi da casa, a presença ganha evidência forte. Geofence prepara; Wi‑Fi confirma.
4. Bateria sofre com abuso#
App pedindo localização precisa, em tempo real e para várias rotinas drena mais. O segredo é usar eventos de entrada/saída, não rastreamento constante.
Geofencing bom não tenta adivinhar cada passo. Ele sabe o suficiente para preparar a casa na hora certa.
