O que você vai precisar
Passo a passo
1. Levante modelo e comunicação
Anote modelo do inversor, dongle, IP, app e se há Modbus TCP, Modbus RTU, API local ou nuvem.
Dica: Peça ao instalador credenciais e documentação antes de ele encerrar a obra.2. Escolha integração local
Prefira Modbus, API LAN ou medidor local. Use nuvem apenas quando não houver alternativa confiável.
Dica: Nuvem atrasada serve para relatório, não para automação de excedente.3. Configure sensores em W e kWh
Separe potência instantânea de energia acumulada. Verifique unidade, sinal e classe do sensor.
Dica: Exportação negativa confundida com consumo é erro clássico.4. Monte Energy Dashboard
Adicione geração, importação, exportação e consumo. Espere alguns ciclos para validar gráfico.
Dica: Compare com app do inversor e medidor da concessionária.5. Só depois automatize cargas
Com leitura validada, crie automações para EV, boiler, ar-condicionado ou cargas flexíveis usando excedente real.
Dica: Use atraso e histerese para não ligar carga a cada nuvem.
O eletricista que instala o inversor nem sempre é quem vai explicar o dashboard. Ele entrega o sistema gerando. Você quer saber quanto gerou, quanto consumiu, quanto exportou e por que ontem caiu às 13h12.
O princípio geral é simples: inversor mede geração; medidor bidirecional ou smart meter mede fluxo com a rede; o Home Assistant organiza energia, custo e automações. Sem medidor de consumo, você vê produção. Com medidor, entende a casa.
1. Identifique o caminho de dados#
Veja marca, modelo, dongle, porta RS485, Modbus TCP, API local e app usado. Fronius, SolarEdge, Solarman, GoodWe e outros ecossistemas têm caminhos diferentes. Alguns dependem de nuvem; outros oferecem leitura local. Local é melhor para automação em tempo real.
2. Prefira Modbus quando disponível#
Modbus TCP ou RTU é robusto e comum em inversores e medidores. Integrações como SolarEdge Modbus Multi leem inversores, medidores e baterias por polling local. O número traduzido: uma leitura a cada 10 segundos já entrega 8.640 pontos por dia, suficiente para achar pico, sombra, queda e consumo fantasma sem depender da nuvem.
3. Configure o Energy Dashboard#
No Home Assistant, separe geração solar, consumo da rede, exportação e consumo da casa. Sensores precisam de unidade correta em W/kW e energia acumulada em kWh. Sem stateclass e deviceclass corretos, o gráfico vira decoração.
4. Integre com cargas inteligentes#
Depois de confiável, use excedente para ligar boiler, carregar EV, acionar ar-condicionado ou programar máquina de lavar. Não faça isso no primeiro dia. Primeiro valide se a leitura bate com app do inversor e conta da distribuidora.
5. Respeite a distribuidora#
A ANEEL trata micro e minigeração distribuída desde a REN 482/2012 e mantém regras de conexão e compensação. Monitorar dados localmente não muda contrato, homologação, inversor aprovado ou exigência da distribuidora. Automação não autoriza operar fora das regras.
Dados solares bons mudam a casa: mostram excedente, consumo oculto e falha antes da conta chegar. Mas o dado certo vem de integração confiável, não de print bonito do app.
