O que você vai precisar
Passo a passo
1. Escolha a regra que será transformada em sensor
Escreva a pergunta em português antes de escrever código. Exemplo: “a sala está ocupada?” ou “o consumo passou do limite de segurança?”.
Dica: Se não dá para explicar em uma frase, ainda não está pronto para virar sensor.2. Liste as entidades usadas
Separe sensores de movimento, portas, pessoas, horários, potência ou qualquer entidade que participe da regra. Use entity_id exato para evitar ambiguidade.
Dica: Copie o entity_id pelo menu da entidade. Digitar de cabeça cobra caro.3. Escreva e teste o template
Use Ferramentas do Desenvolvedor > Modelos para testar a lógica. Garanta que o resultado faça sentido quando uma entidade está unavailable.
Dica: Use valores padrão em conversões numéricas: float(0) ou int(0).4. Crie o sensor em YAML ou Helper
Para regras simples, Helpers bastam. Para lógica mais comprida, YAML deixa versionamento e revisão mais limpos.
Dica: Depois de alterar YAML, valide configuração antes de reiniciar.5. Substitua condições repetidas pela nova entidade
Troque blocos repetidos de automações por condição baseada no novo sensor. Monitore por alguns dias antes de apagar a lógica antiga.
Dica: Mantenha nome e ícone claros. Sensor virtual sem nome bom vira dívida técnica.
A automação para de quebrar quando ela deixa de carregar a regra inteira nas costas. Em vez de repetir cinco condições em dez lugares, você cria um sensor virtual que responde uma pergunta simples: a casa está pronta para dormir? A sala está ocupada de verdade? A energia passou do limite?
O percurso é quase físico. Primeiro você escolhe a pergunta. Depois reúne as entidades. Em seguida escreve o template. Por fim testa no Developer Tools antes de deixar uma automação depender dele. Na tela, o cursor pisca quieto. O erro aparece sem cerimônia: uma aspa errada, e o sensor vira unknown.
1. Defina a pergunta que o sensor deve responder#
Sensor virtual bom tem uma função. Não crie sensor chamado statusgeralda_casa com 18 possibilidades se a automação só precisa saber se pode armar o alarme. Prefira respostas claras: true ou false para binários; número para medição; texto curto para estado operacional.
2. Escreva o template com entidades explícitas#
Um exemplo honesto: sensor binário casaprontapara_alarme. Ele verifica se todas as pessoas estão fora, se portas principais estão fechadas e se não houve movimento nos últimos minutos. Isso tira repetição das automações e deixa o diagnóstico em uma entidade só.
3. Teste no editor de templates#
Antes de salvar, abra Ferramentas do Desenvolvedor, Modelos, e cole o Jinja. Troque estados manualmente, veja se a saída muda e procure unknown, unavailable e valores vazios. Template que funciona só quando tudo está perfeito não serve para casa real.
4. Configure unidade e classe quando for número#
Se o sensor representa temperatura, potência, energia, umidade ou dinheiro, configure unidade e classes corretas. Para estatísticas de longo prazo, isso importa muito. Um sensor de custo em R$ sem unidade vira texto bonito; um sensor bem definido vira histórico.
5. Use o sensor virtual na automação#
A automação fica mais limpa: gatilho em mudança do sensor virtual, condição curta e ação. Quando der erro, você olha primeiro para a entidade calculada. Se ela está certa, o problema está na automação. Se ela está errada, o defeito está no template. Menos caça ao fantasma.
Template Sensors valem quando reduzem repetição e dão nome a uma regra que já existe na sua cabeça. Não use para fazer malabarismo. Use para transformar lógica em entidade. Um sensor binário bem feito substitui 5 condições copiadas em 10 automações.


