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8 em 10 jovens da Geração Alpha querem casa mais integrada

Pesquisa da Samsung com 1.000 pais e responsáveis nos EUA mostra que 80% esperam dispositivos trabalhando juntos e só 6,7% veem conectividade como dispensável.

Criança usando tecnologia em casa, em foto ilustrativa sobre expectativas da Geração Alpha para casas conectadas
Resumo rápido
  • Samsung publicou em 16 de setembro os resultados do estudo “How Gen Alpha Is Reshaping Smart Living”.
  • A pesquisa ouviu 1.000 pais e responsáveis nos Estados Unidos; não é uma amostra do Brasil nem da população global.
  • 80% dizem que seus filhos querem dispositivos domésticos funcionando juntos de forma integrada.
  • Só 6,7% consideram dispositivos conectados desnecessários.
  • 79,1% veem como muito útil tecnologia que ajude a saber se familiares estão seguros.
Atualizado em 19/09/2026

A casa conectada está entrando numa fase em que ter vários dispositivos deixou de impressionar por si só. Uma pesquisa da Samsung Electronics America publicada em 16 de setembro mostra essa mudança de expectativa: 80% dos pais e responsáveis entrevistados dizem que crianças e adolescentes da Geração Alpha querem dispositivos domésticos funcionando juntos de forma integrada. Só 6,7% consideram equipamentos conectados desnecessários. O dado não representa o Brasil — a amostra é de 1.000 responsáveis nos Estados Unidos —, mas ajuda a medir como a primeira geração criada cercada por IA e smart home enxerga a tecnologia.

A expectativa cresce conforme as crianças ganham autonomia#

O estudo foi realizado online pela Zappi em maio de 2026. Entre responsáveis por crianças de 10 a 12 anos, 83,6% disseram que elas querem dispositivos conectados trabalhando juntos. Entre as de 5 a 9 anos, o índice foi de 77,6%. A diferença de seis pontos percentuais sugere que integração ganha valor à medida que a criança começa a administrar mais tarefas sozinha.

O contexto de mercado é importante. A indústria passou anos vendendo produtos isolados: lâmpada inteligente, câmera inteligente, televisão inteligente. Matter, SmartThings, Apple Home, Google Home e Home Assistant tentam corrigir justamente a fragmentação criada por esse modelo. A pesquisa da Samsung aponta que, para usuários mais jovens, interoperabilidade deixa de ser bônus e vira expectativa básica.

Automação sim, mas não sem consentimento#

Os resultados mostram uma posição menos automática do que o discurso de “casa que faz tudo sozinha”. Cerca de 41,8% querem que a casa ajuste rotinas automaticamente; outros 35,7% preferem ser consultados antes desses ajustes. Em outro recorte, 71,9% querem tecnologia que se adapte ao modo como estão se sentindo, divididos entre 37,6% que preferem isso automaticamente e 34,3% que querem dar permissão.

Esse equilíbrio é relevante para design de automação. Uma casa que aprende pode reduzir tarefas repetitivas, mas comportamento invisível demais vira fonte de desconfiança. Interfaces precisam mostrar por que uma ação aconteceu e permitir correção. A Geração Alpha, pelos dados da pesquisa, parece confortável com inteligência proativa desde que mantenha algum grau de controle.

Segurança pesa mais que entretenimento#

O número mais forte fora da integração é 79,1%: esse é o percentual que considera extremamente ou muito útil tecnologia capaz de trazer tranquilidade sobre a segurança de familiares. Outros 54,5% querem notificação imediata quando algo incomum é detectado em casa. O resultado coloca sensores, câmeras e alertas de presença acima da ideia de smart home como simples conveniência.

Há também um limite claro para o papel da IA em saúde e bem-estar. Embora 42,3% queiram tecnologia sugerindo medidas úteis quando não se sentem bem, 50,3% ainda recorreriam a um responsável ou médico. O dado derruba a leitura de que usuários jovens desejam delegar todas as decisões à máquina.

O que o estudo não responde#

A Samsung financiou a pesquisa e tem interesse direto em ecossistemas de dispositivos conectados, então os resultados precisam ser lidos nesse contexto. A metodologia ouviu pais e responsáveis sobre a Geração Alpha, não necessariamente as próprias crianças, e está restrita aos Estados Unidos. Também não mede disposição de pagar por interoperabilidade nem qual plataforma os entrevistados escolheriam.

Para o mercado brasileiro, falta uma pesquisa equivalente que cruze idade, renda, posse real de dispositivos e disposição de pagar por automação. O sinal dos Estados Unidos é claro: a próxima geração espera que a casa funcione como sistema. O que ainda falta saber é se essa expectativa permanece quando entra a conta de preço, privacidade e manutenção.

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